quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Diário de um tormento

Bem... Prometi pra mim, que não iria usar esse blog como um diário. Informar demais a sua vida, é problema na certa. Mas como problema não me falta, vou levar isso como um tratamento. Quem sabe assim eu melhore e também ajude outras pessoas que estão passando pelo mesmo problema. Domingo, dia 2, eu estava lavando o banheiro da minha casa, uma coisa normal, simples. Mas sem querer espirrou água na lâmpada do espelho. Ela estourou, e como susto, me senti muito mal, em fração de segundos passou de um tudo pela minha cabeça, que tinha sido tiro... Senti um ardor na minha costa, nesse momento eu já estava tremendo de pânico, vi que tinha sido a lâmpada, gritei pelo meu marido. Depois disso, só lembro dele me olhando e me chamando tentado me reanimar. Ele tentou me animar, o susto tinha passado um pouco, mas o estrago já estava feito. Do domingo para a segunda eu não consegui dormir, tava me sentindo muito mal ainda. [Uma gota d’agua virou uma tempestade] Segunda: Liguei para o meu supervisor e expliquei a situação, disse que não tinha condições de ir trabalhar. Nesse dia fui ao médico, expliquei o que tinha acontecido e ele me passou um calmante e remédio para do de cabeça. Voltei para casa, tentei me acalmar e nada. Na terça: Tava me sentindo mal ainda, mas tinha que ir trabalhar. Do momento que eu sai de casa até eu chegar lá na loja, foi um pesadelo. Não conseguia respirar, tontura, uma agonia sem fim, achei até que iria morrer, pensei em descer do ônibus. Não agüentava mais. Juntei força e fé. Consegui chegar lá. Logo repararam que eu não tava bem... lógico! Sou fácil de fazer amizades, falo demais e tenho mania de sorrir. Estava tonta, com sentindo um grande medo. Nem sei certo do que tenho sentido medo, só sinto. Passei mal, desmaiei. Me levaram para o hospital, antes disso buscaram meu marido em casa. *Óhh Deus! Muito obrigada pelo marido que tenho!* Novamente me deram calmante e dessa vez um atestado e um requerimento a um especialista. Fiquei ‘vegetando’ esse período que estava de atestado, estava esperando melhorar e não acreditava no que o médico tinha dito. [Meu supervisor sabia que eu estava doente, mas não tinha se dado conta do tamanho do meu problema. Sei que ele deve ter muito problema e promotores, lembrar de um detalhe de apenas um é complicado. Entendo!] Na sexta-feira ele se deu conta da minha falta, e me ligou fazendo cobranças. Certo... ele ta certo. [Mas... mas... mas.... ahh nem preciso repetir. Vocês já estão lendo o relato de tudo o que passei e estou passando.] Apesar de não ter tido melhora alguma, me comprometi de ir no sábado trabalhar. Sábado: Fui trabalhar... não estava bem, e novamente pegar ônibus foi um tormento. Fechado, apertado, muita gente... *Ahhh meu Deus!! Daí-me força!* Fiz o meu trabalho, acredito que bem, ganhei da concorrência que geralmente ganha. Sem contar que aquela loja não é uma das melhores em venda. Meu horário de saída lá era as 19:00, mas suportei e fiquei até as 20:00, na intenção de vender mais. Dentro de mim tava tudo destruído, lutei comigo mesma e perdi. Fiquei desesperada quando me dei conta que tinha ainda a voltar pra casa, e de ônibus. Liguei para minha mãe pedindo ajuda. Quem disse que ajudou? Não... ela tava indo na casa de uma amiga. E sabe, né? Pra que ajudar a filha passando mal, melhor ir na casa da amiga. Não tinha como eu entrar em contato com o Diego, única pessoa que esta sempre comigo e disposta a me ajudar SEMPRE! “É Deus, parece que vai ser nós dois, até o final.” Acabei pegando um táxi. Cheguei em casa ao prantos, querendo fugir do mundo e de mim. Passei o fim de semana da mesma forma que foi a minha semana. Triste, lamentável. Meu marido teve a grande ideia de me levar pra praia fim da tarde, isso sempre me alegra. Fez efeito... Pena que por pouco tempo. Logo a depressão voltou. Na segunda acordei cedo e fui na GB, como tinham pedido, acabou que ele não foi, então fiquei conversando com a psicóloga de lá. [A primeira impressão que tive dela foi boa, e até agora não mudou.] Meu marido estava comigo, eu não estava com condições de sair só. Depois de lá, procuramos uma especialista. Até que achamos. Marquei a consulta pro primeiro horário que tinha, por sorte consegui pro mesmo dia, o consultório tava lotado. Voltei em casa pra comer alguma coisa, descansar e ir pra consulta. A médica fez um monte de perguntas, me analisou... receitou remédios. Disse que vou ter que tomá-los por no mínimo 6 meses. Na terça: tratei de cuidar de mim e fazer o que a médica receitou. Liguei pro meu supervisor disse que não poderia ir no trabalho. Ele nem prestou atenção, não entendeu. Quando chegou no fim do dia ele liga, fazendo cobranças, dizendo que eu tinha faltado. (Ah? Faltei? Como? Eu liguei avisando. Ele não entendeu errado e eu ainda sou culpada? Ta... tudo bem. Não quero nem posso me estressar. Quem se da mal com isso é só eu.) Na quarta, ontem, teve reunião cedo. Fui... mas uma vez o tormento de pegar ônibus, pra piorar eu to com uma cara de morta, não gosto mais nem de me olhar no espelho. Ta lamentável. Me mudaram de loja, fui trabalhar. Foi um terror. Um dos piores duas da minha vida. Passei mal, muito mal. Não conseguia respirar, tontura, medo, me sentia agoniada por estar rodeada de muitas pessoas desconhecidas. Foi um terror MESMO! Não sei como sobrevivi. :/ Hoje: Eu achava que ontem tinha sido o pior dia da minha vida... Isso porque ainda não tinha vivido o dia de hoje. Acordei hoje literalmente drogada pelo efeito do remédio. Tava vendo tudo em duplo e algumas vezes em triplo. Só Deus sabe o esforço que eu fiz pra conseguir tomar banho, me arrumar, pegar dois ônibus e enfim chegar ao trabalho, meu horário era as 8h. Cheguei lá as 07h30, a loja ainda estava fechada, aguardei até o momento de entrar. Minha aparência esta tão diferente, que até quem não me conhece reparou. (Trabalho de promotora de uma empresa de telefonia móvel, e como promotora vivo mudando de loja e ontem foi o meu primeiro dia lá) Dos promotores, eu fui a primeira a chegar. E isso me dava a oportunidade de começar a vender logo, antes de todo mundo. (Sim, eu quero mostrar serviço, muito e bem por sinal, afinal to em fase de experiência e já to dando trabalho) Fiquei feliz que quando os outros promotores chegaram, eu já tinha feito uma venda. Aproximadamente as 09h o meu supervisor me liga dizendo que era pra eu ir pra outra loja, bem longe que eu estava e que era pra eu ficar batendo perna ou ir em casa até da 11:00. E ainda disse pra eu esperar a outra promotora chegar, pra eu poder sair. No momento não tive reação, disse apenas :Ta! Esperei a outra promotora chegar, e até isso acontecer, eu já tinha feito outra venda e dado informações. Nossa... Não sei como eu me mantinha em pé, vida tudo turvo e em dobro, meu corpo dormente, a impressão que tenho é que a única coisa que estava funcionando em mim era os meus pensamentos de força e fé. Eu tinha que manter o controle de mim. E fazer o meu trabalho. Liguei para umas pessoas amigas pedindo ajuda, porque eu não tava mais conseguindo me manter em pé, queria ouvir pelo menos uma palavra de apoio, de incentivo... Mas NADA recebi. Sabe quando nós nos sentimos só? Só você e Deus, e ninguém mais ta nem ai pro seu problema? Pois é... Isso acontece! Liguei pro meu supervisor, dizendo pra ele que eu não tinha condições de pegar outro ônibus pra ir pra ir pra outra loja. (Eu queria ficar naquela loja pelo menos hoje.) Amanhã eu iria direito pra loja que me mandou, e não sentir mais um tormento. Sem contar que eu estava com sensação de desmaio e se eu passasse mal na rua. A única coisa que iam fazer por mim era me roubar. Argh... a última coisa que eu precisava era mais um problema e estresse. Ele simplesmente respondeu que não. Que era pra eu ir. Que ele era o chefe que eu tinha que estar disposta a mudanças, que ele muda quem ele quiser na hora que quiser. E se eu não agüentava era pra pedir pra sair, Porque ele não podia fazer nada. [Que ele é o chefe. Eu sei! Que ele pode/deve fazer mudanças. Eu também sei disso. Disso tudo eu sei. Né? Se eu estivesse bem, eu faria tudo sem nenhum problema. Mas ele sabe que eu estou doente... Ele podia entender. Mas porque, né? Pimenta nos olhos dos outros é refresco.] Tentei explicar... De nada adiantou. Nesse momento eu já tava como eu não devia estar. Respondi: Então ta. To passando mal, já que eu tenho que ir, vou! Mas vou à GB pedir pra sair. Depois disso... Só lembro de estar dentro de um carro, nos braços de alguém que não sei nem o nome, e ela me dizendo que estava me levando pro hospital. Dei conta de mim já no hospital, cheia de parafernália em mim. Doparam-me. Infelizmente ligaram para a minha mãe ir pro hospital me ajudar. [Puts...] Então ta... me liberaram. Minha mãe me levou pra casa dela. Fiquei deitada no sofá [Diego tava perdido, tinham dado informação errada de onde eu tava e quando ele já estava chegando... Minha mãe fez ele de palhaço, mandando ele voltar em casa pegar meus remédios e voltar lá. Quando ele chegou no hospital, eu já estava na casa dela. Aff... que raiva me deu disso.] Tava dopada, lerda, lerdinha pelo remédio que me deram. Minha mãe começou a reclamar do Diego. Ahhh pra que? Aquilo me tirou do sério. Eu já estava mal... Não podia ficar nervosa. Mas não deu outra. Não suportei ELA falar mal de alguém , a única pessoas que realmente se importa e cuida de mim, e o melhor, não joga isso na cara e nem faz isso por obrigação ou falta de opção. Brigamos, falei muita e péssimas verdades. Não me arrependo de nada! Falei a verdade! Odeio gente mentirosa, mesquinha e que tem tudo e reclama de pobreza. Nessa confusão toda, desmaiei mais duas vezes. Fiquei com uma dor de cabeça infernal. Graças a Deus, o Diego me tirou daquele lugar. Cheguei em casa e dormir. Acordei ainda pouco com um pouco de fome e com telefonema. Aff...  Vim pro pc e comecei a escrever tudo isso. Quem sabe me ajude um pouco...

Um comentário:

  1. Pela sua descrição, me parece que você está sofrendo de síndrome do pânico, é fundamental procurar um especialista e tomar medicação adequada.

    Espero que melhore logo...

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